Cartas sem destino

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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Uma mãe nunca esquece ...

 

 

 

Se eu fosse um dia o teu olhar..

(Foto retirada da net)

 

 Estava excitadíssima, a tremer, enquanto pegava em mais uma carta. A Pilar achou melhor ir fazer um chá para depois conseguirmos dormir, no dia seguinte era dia de trabalho.
No meio do embaraço, lá consegui abrir a carta, cheirava a rosas como se tivesse sido perfumada há instantes. Li baixinho numa voz meio rouca e cansada: 
  
 
 
"Minha doce Laura,
Hoje escrevo esta carta, na esperança que a leias até ao fim.
Sei que não fui um exemplo, a nossa relação nunca foi perfeita.
Não fui a melhor mãe do mundo, como escrevias nos postais da escola, que me oferecias no dia da Mãe, ou no meu aniversário, talvez o fizesses para me chamar a atenção, mas eu nunca o percebi.
Vivi ocupada com a minha vida profissional, queria ser a melhor, a primeira, esqueci-me que para ti poderia tê-lo sido, tu pedias tão pouco e mesmo assim, quase nada te dei.
Fui egoísta, só pensei em mim, na minha carreira, cresceste ao meu lado sem eu o perceber.
Hoje és mãe, não imaginas a minha felicidade ao ver que soubeste transformar os meus erros em lições, e escolher o caminho certo para ti.
Se pudesse mudava o passado, e decerto que o meu futuro seria bem diferente.
Assim basta-me saber que tu és a Mãe que eu nunca fui.
 
Sempre…. Tua mãe."

 

 

 

 

 

 

publicado por Raquel às 03:30
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